terça-feira, 22 de maio de 2012
Passo por aqui para dizer que estou muito feliz com as contribuições que temos recebido por e-mail de todos os cantos do mundo! E tenho certeza que este não é um sentimento só meu, ao conversar com minha mãe e meus tios, percebo que os olhos deles também brilham por saber que todos procuram, cada qual a sua forma, homenagear o vô!
Gostaria de poder compartilhar tudo aqui, mas estamos preparando algumas surpresas para o dia e não quero estragá-las....Sei que sou repetitiva nessa frase, mas é que preciso me convencer o tempo todo para não deixar escapar uma postagem de algo secreto....E ao mesmo tempo, justificar poque alguns materiais não foram publicados.
Adianto àqueles que não poderão estar conosco na data, que colocaremos o material no blog mesmo após a festa, percebo que esta pode ser uma forma de manter nossa história viva, e compartilhar momentos que são valiosos.
Esta experiência tem feito com que eu me perceba mais próxima daqueles que permanecem em Portugal e fico feliz por saberem que estão nos acompanhando. Registro aqui também a alegria de meu avô ao saber que temos nos encontrado através da tecnologia.
Espero que este blog continue sendo visitado e que as postagens tenham cada vez mais autores e maior frequência se tornando de fato um espaço para prosearmos sobre as nossas lembranças!!!
Grande beijo a todos!!!
Aline
Verão de 1964
Quando o tio João
partiu para o Brasil eu tinha ano e meio, por isso apenas o conheci no verão de
1964, aquando da sua vinda a Portugal em férias. Eu era nesse tempo estudante
num seminário, e o tio João chamava-me carinhosamente “o padreca”.
Interessou-se por dar cerca de um mês de férias aos meus pais, a mim próprio e
meus irmãos, alugando casa para tal na Nazaré, vila costeira, onde pela
primeira vez vi o mar e senti o cheiro e o sabor da água salgada. Com ele fiz
centenas de quilómetros, como único acompanhante, quando o meu pai foi
internado de urgência num hospital de Coimbra, não tendo podido avisar do local
onde se encontrava, e nós angustiados o procurávamos. Dele soubemos após uma
semana, através de um telefonema comunicado no sistema de som da praia, depois
de seguirmos diferentes hipóteses e num posto de polícia onde procurámos
informações sobre ocorrências de acidentes nos terem dito que “provavelmente
tinha fugido para o estrangeiro”, ( a década de sessenta foi a de maior
emigração clandestina para França). Não esqueço o potente automóvel que trouxe,
salvo erro um “Simca Tufão V8”, preto, que apesar da lastimável rede rodoviária
do tempo “papava léguas” com facilidade. Preocupado não só com a família mas
também com questões sociais e associativas dos portugueses em Maringá,
lembro-me que na Nazaré adquiriu os trajes típicos para um rancho folclórico a
fundar nessa cidade brasileira. Procurei fotos nos meus arquivos, mas naquele
tempo eram raras, e as únicas que encontrei foram duma jovem, àquele tempo com
15 ou 16 anos, Suely Santos Silva(será que se encontra na foto da família
Silva?), com a legenda “Estevês, perto da Escola”, e dum grupo de “turistas”
bem conhecidos, e que tomo a liberdade de anexar.
Espero amanhã poder
continuar a minha contribuição. Hoje termino anexando fotos especiais, que
foram espólio do avô Manuel e da avó Genoveva. Quem reconhece os príncipes?
Um Abraço
MCardoso
***Agradecemos a colaboração de Manuel Cardoso através deste post.***
***Agradecemos a colaboração de Manuel Cardoso através deste post.***
80 ANOS. Quem diria!...
O homem de quem
falamos não parece de facto ter oitenta anos, dada a sua juventude de espírito.
Mas neste meu primeiro contributo para o blog “oscardoso” não é propriamente
dele que quero falar, mas do seu progenitor. Li algures, penso que no blog e
agora não consigo localizar, que “o bisavô Manuel era pessoa conceituada e a
quem muitos pediam conselho”, mas ao mesmo tempo as más-línguas diziam que não
tinha amor aos filhos, pois os mandava trabalhar para fora. Cá por mim penso
que ele tinha era uma mentalidade evoluída para a época (falamos dos anos
cinquenta do século passado), pelo facto de ter passado privações e sofrimento
que muita gente não conheceu, ao passar por França como combatente da primeira
guerra mundial. Como reza a lápide da sua sepultura, “ele foi combatente da
grande guerra”, e esteve na famosa batalha de La Lys, onde as tropas
portuguesas foram atacadas pelos alemães no dia 9 de Abril de 1918, no momento
em que, já exaustas, iam ser rendidas por tropas inglesas, sofrendo grandes
baixas. Numa altura em que o Brasil significava para muita gente encontrar “a
árvore das patacas”, era natural que os pais que desejavam o melhor para os
seus filhos os orientassem no sentido de se prepararem sobretudo no comércio,
considerado o melhor caminho para “abrir uma porta” para o Brasil. E foi assim
com o tio João e com outros irmãos dele, infelizmente já desaparecidos do mundo
físico, mas presentes no seio da família.
A foto anexa foi tirada em 1966,
junto a um monumento que é memorial de outra batalha: a batalha do Buçaco,
durante as invasões francesas.
Se Deus quiser continuarei a minha
participação.
A Todos um abraço do tamanho do
mundo…
Manuel Cardoso
***Agradecemos a colaboração do Primo Manuel Cardoso através deste post. É muito bom ter a família de Portugal participando do blog e compartilhando histórias tão valiosas sobre nossas origens, nos sentimos mais próximos assim! Obrigada!***
terça-feira, 15 de maio de 2012
O Brasileiro nascido em Portugal
UM POUQUINHO DE HISTÓRIA DE UM PORTUGUÊS MAIS BRASILEIRO E MAIS PATRIOTA PELO BRASIL, DO QUE MUITOS BRASILEIROS QUE CONHECEMOS...
Conheci o Sr. João Antonio Cardoso nos anos de 1962/63, quando funcionário do Dias Martins. Nessa época eu trabalhava no Banco Mercantil de São Paulo S/A e uma das funções que eu desempenhava era a de entregar correspondências aos seus clientes e o Dias Martins, fazia parte desse elenco, como todos os fortes atacadistas: Maringá, na época, detinha o potencial de grande centro de atacados de todo o interior do Brasil. O Sr. João Cardoso talvez não se lembre de mim nessa época, mas eu perfeitamente. Depois deixei o Banco, tive outras oportunidades de trabalho e somente viemos nos encontrar pessoalmente, quando conheci a sua sobrinha Edna Giacomini, em junho de 1970. A sua residência era muito agradável, acolhedora e era ponto de encontro das famílias Santos Silva, Giacomini e Bachiega. Quando a Edna me falou que o tio trabalhava no Dias Martins e que era português, já relacionei os fatos e logo passei a ela as informações de que o conhecia. A nossa convivência foi das melhores possíveis, sempre tive muita admiração e respeito por ele na vida dos familiares Cardoso, Santos Silva, Giacomini e Bachiega. A partir do nosso casamento que se deu em julho de 1973, passei a chamá-lo de tio João e até agora o chamo, com muito orgulho! O tio João sempre foi o alicerce da família Cardoso... muito correto, exigente, esposo e pai exemplar. Na comemoração do seu aniversário de 80 anos aproveito, em nome de minha família, externar ao tio João as nossas felicitações, que ele continue com muita saúde e brindando as suas alegrias aos familiares que o cercam, principalmente, ao lado da querida tia Wilma, filhos, genros, noras, netos e bisnetos.
Parabéns tio João!
Nelson, Edna Camacho e filhos.
Maio/2012.
*** Agradecemos a colaboração de Nelson Camacho e família para este post.***
***Sugestões de postagens podem ser enviadas para os e-mails: aline.machado@gmail.com ou carolfressati@uol.com.br***
***Sugestões de postagens podem ser enviadas para os e-mails: aline.machado@gmail.com ou carolfressati@uol.com.br***
segunda-feira, 14 de maio de 2012
1973
Olá a todos!!!
Nosso querido primo Nelson Camacho enviou imagens preciosas este fim de semana e aos poucos compartilharei com vocês....
Alguém se lembra do local da foto abaixo? O ano foi 1973...
Eu que sou mais nova me lembro deste local com uma riqueza de detalhes impressionante.
Ao ver esta imagem um filme se passou em minha mente, com direito até a odores (alguns não muito agradáveis!!kkk). Apesar de ter lembranças mais recentes, durante muitos anos, este local não mudou muito...
Alguém se arrisca a dizer onde foi tirada a foto???
E aposto como tem alguma história para contar......Compartilhe conosco!!!
Beijos e até mais!!!
Nosso querido primo Nelson Camacho enviou imagens preciosas este fim de semana e aos poucos compartilharei com vocês....
Alguém se lembra do local da foto abaixo? O ano foi 1973...
Eu que sou mais nova me lembro deste local com uma riqueza de detalhes impressionante.
Ao ver esta imagem um filme se passou em minha mente, com direito até a odores (alguns não muito agradáveis!!kkk). Apesar de ter lembranças mais recentes, durante muitos anos, este local não mudou muito...
Alguém se arrisca a dizer onde foi tirada a foto???
E aposto como tem alguma história para contar......Compartilhe conosco!!!
Beijos e até mais!!!
sábado, 12 de maio de 2012
A chegada à Maringá
Quando meu avô tinha 19 anos, seu irmão Joaquim, que já morava no Brasil, conseguiu um emprego para ele no Dias Martins e assim convenceu seu pai (Bisavô Manuel) a deixá-lo partir para cá.
Ao chegar no Brasil, no Porto de Santos em 11 de maio de 1951, meu avô encontrou uma cidade como a da foto.
Em seguida ele foi para a casa do irmão em São José do Rio Preto, permaneceu por uns dias até que partiu em direção a Maringá, onde chegou no dia 30 de maio.
No ano de 1951, pouco havia por aqui, a não ser muita gente disposta a trabalhar, muito barro (mais precisamente uma terra vermelha) e mato. Segundo matéria publicada estes dias no jornal local em função do aniversário da cidade, "a nova cidade atraía gente das mais diversas nacionalidades e o resultado é que podia-se ouvir um idioma diferente a cada esquina; comércio tinha até placas em japonês. A vinda de um grande número de estrangeiros para Maringá, em seus primeiros anos, fez da cidade uma verdadeira babel" (http://www.odiario.com/maringa-65-anos/noticia/564965/estrangeiros/).
Eram japoneses, italianos e portugueses dispostos a trabalhar , crescer e fazer crescer a pequena cidade. Na foto abaixo a Maringá que o Vô João conheceu:
Abaixo o trecho que se refere à colonização lusitana em Maringá:
"Hábeis comerciantes, os lusitanos dominaram o setor de armazéns atacadistas, carnes e atuavam em vários segmentos, como bares e padarias. Falar em Veríssimo, Dias Martins, Vila Real, Gonçalves Sé, Açougue Luso Brasileiro Central, Bar Lisboa, Casa Ribeiro e outros, remetia logo a uma casa portuguesa, com certeza.
Os "patrícios" eram, também, requisitados marceneiros, aos quais se confiavam acabamentos finos em construções.
O empresário Fernando Ferraz, português de nascimento, que chegou a Maringá em1957 com menos de 20 anos para trabalhar como viajante na região e hoje é dono da Fábrica de Acolchoados Maringá, diz que era comum empresas atacadistas de secos e molhados da cidade trazerem trabalhadores de Portugal.Eles vinham para fazer o atendimento no balcão ou viajar com o objetivo de efetuar pedidos junto ao comércio varejista. Segundo Ferraz, "os portugueses também eram os principais compradores das toras que se amontoavam, em grande quantidade, na esplanada ao lado da linha férrea".
E assim foram criadas tantas famílias, inclusive a nossa, a partir de portugueses, vindos ao norte do Paraná para trabalhar, e não se esquivaram dessa missão, sendo responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento deste local. Observem a diferença entre as fotos anteriores e a Maringá de hoje, 61 anos depois.
Pois é, tenho orgulho de dizer que meu avô faz parte desta história e que mais que um município próspero, ele constituiu uma família linda na qual nos espelhamos, nos apoiamos e somos amados.
O exemplo dele e da vó Wilma é que faz a nossa união ser tão intensa e verdadeira, não porque é bonito almoçar em família aos domingos, mas porque, nos amamos e sentimos vontade de nos reunirmos!
E sentimos vontade também de nos reunirmos com aqueles que estão longe, e assim, pensar que em poucos dias iremos nos encontrar com todos vocês dá uma felicidade imensa, e também uma ansiedade imensa por aproveitar cada segundo!!!
Continuamos contando os dias para a reunião de família, mas, por hoje é só!
Aproveito que amanhã será dia das mães e deixo aqui um grande beijo à mães, avós e bisavós. Desejo que o Senhor dê a todas nós sabedoria, força e amor para auxiliarmos nossos filhos a crescer e caminhar nos caminhos do Senhor.
Beijos a todos e até breve!
Aline
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Esta semana fará 61 anos o vô João chegou ao Brasil, e muitos as vezes questionam de que região de Portugal ele veio, então segue abaixo o mapa com a demarcação do local no qual ele nasceu, chamada Estevês.
Estevês é uma localidade da Freguesia de Peral, pertencente ao Concelho de Proença a Nova no Distrito de Castelo Branco.
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